quinta-feira, 4 de abril de 2013

“Levar tudo à frente”

A capacidade de adaptação do ser humano é de facto um dos grandes mistérios e talvez por isso “alguns” digam que é possível “aguentar” sempre um pouco mais e viver sempre com muito menos…
Pode até parecer que me estou a dirigir a alguém em concreto, porque, em pleno desespero de causa, assumiu a vida miserável à qual parece condenado e prescindiu do direito ao anonimato escrevendo uma carta ao provador de justiça e disso dando conhecimento a órgãos da comunicação social, mas não estou... 
Tal como não pensei “noutros”, potencialmente saudosistas do tempo em que ser-lhes-ia permitido traficar escravos, se assim o entendessem, e como tal defendem que em Portugal, menos de quinhentos euros por oito horas diárias é salário elevado e pouco competitivo.
Até poderia estar a pensar naqueles em relação aos quais, apesar da crise, se obrigam a levar o País e o Mundo para a frente, sacrificando-se diariamente por fomentar o comércio, evitando a insolvência de hotéis, restaurantes e marcas de renome, os mesmos que acreditam que ao comum dos mortais lhe é permitido gastar € 20,00 numa simples refeição.
Também nunca me passou pelo espírito o aumento do número de sem abrigo, que em plena luz do dia deambulam pelos caixotes do lixo de Lisboa, tal como não pensei no desempregado de quarenta anos que jamais voltará a conseguir emprego, ou que o conseguindo terá sempre de entregar a casa ao banco, deixar de ter carro e passar a viver num quarto arrendado a dividir com mais pessoas em nome da boa competitividade do País.
Mas não, também não é essa a mensagem.
O ser humano tem de facto uma capacidade extraordinária e deve fazer por ter Fé, não nos homens, mas em si mesmo e, sobretudo, nunca deixar de lutar, nunca “baixar os braços” e fazer por “levar tudo à frente” como força da natureza que é.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sol, Mar... e um pouco mais...

Mais um “regresso em definitivo” do “sol, mar e um pouco mais…” (risos), o tempo a isso é favorável…
Gosto sempre muito de vos “rever”, é uma grande verdade, talvez apenas não seja suficientemente disciplinado para a blogosfera, optando por escrever quando a “alma” assim o dita, e muito claramente quando o sol acalma o seu fulgor…

A manter todas as rubricas anteriores, até porque pouco exploradas, e eventualmente apenas fazer por estar mais “presente”, num retorno que continua sob a epígrafe do gosto pela escrita, num exercício sem grande rigor mas que me eleva a alma e me acalma o ser.

Com previsões de um outubro “escaldante” em termos políticos e sociais, o “sol, mar e um pouco mais…” não pode deixar de sugerir uma boa planificação do pouco tempo que possa ter disponível, por forma a se disfrutar ao máximo e momentaneamente elevar-se acima do demais que nos atormenta.

Tenham um ótimo fim de semana.

sábado, 1 de setembro de 2012

Crónicas de Sábado à Noite: “Once, in a blue moon”

 Tenho muito gosto em poder começar este “Crónicas de Sábado à Noite” tendo por base o “crescimento”.
Nesse mesmo registo, nos últimos dias, o consultor do Governo, António Borges, afirmou que o programa está a correr "melhor do que esperado", e que o país pode crescer em 2013.
São muito seguramente ótimas notícias para um Povo que quase tudo vê crescer. Em registo, fica uma quase tão longa lista, quanto a maçónica, de onde constam, entre outros, exportações, impostos, despedimentos, custo médio de vida, entregas de casas ao banco, crédito malparado, depressões e suicídios…
Ainda assim, concordo com o M.I. consultor quando diz que “É preciso acabar o mais depressa possível, pôr fim ao programa, ter sucesso no programa.“
De facto, concordo em absoluto com o Senhor quando diz que “estender prazos e valores significa prolongar desnecessariamente uma situação de verdadeira inferioridade do pais, que não é precisa, não faz falta, e que trava, adia, o crescimento económico".
Nem tudo são más notícias, temos fado e futebol… com o júbilo do futebol português estar representado com um inédito sexteto na fase de grupos das competições europeias de 2012/2013.
Sem ter tido oportunidade de comprovar a coloração lunar… é provável que ontem a lua tenha estado… azul…
A NASA explicou a probabilidade de ocorrência de um tal fenómeno com base nos muitos incêndios florestais que têm estado a ocorrer nos Estados Unidos. Assim, se algum deles produziu uma dose extra de partículas com um micrómetro de tamanho, a Lua Cheia tornar-se azul… No fundo, a lua pouco difere dos humanos… eu, em geral, fico “azul” sempre que alguém me tenta “incendiar” o espírito…
Tenham um ótimo resto de fim de semana.



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Um pouco menos...

Um retorno de quem não consegue ficar demasiado tempo “fora dos textos”… um regresso que representa igualmente um fim de verão que se apresenta e trará consigo “um pouco menos… de sol e um pouco menos de mar”…
Os objetivos, esses, continuam imutáveis, o gosto pela escrita, a tentativa de a melhorar numa contínua aprendizagem de um passatempo que em doses certas me parece bastante saudável.
Desde o último texto, não será fácil encontrar períodos “luminosos”, ainda assim, há que encarar a adversidade como um desafio e uma oportunidade de continuarmos a resistir, a nos suplantar… uma oportunidade para fazer melhor, apostar na formação, e sobretudo, uma oportunidade para não incorrer em erros crassos, como fecharmo-nos em nós mesmos e entrar em becos sem saída.
Amanhã, sábado, o regresso das Crónicas de Sábado à Noite, num retorno que procuro ligeiro e gradual, daí poderem esperar a publicação de alguns contos antigos, de blogues passados, mas que grande parte de vós não teve oportunidade de ler.
Com um grande prazer por vos rever, deixo os votos de um ótimo fim de semana.

sábado, 21 de abril de 2012

Crónicas de Sábado à Noite




Após a celebração da Páscoa, em regresso “energético”, as “Crónicas de Sábado á noite”, aceitam a missão de tentar auxiliar o Governo no seu duro labor.
Assim, Senhor Primeiro Ministro, já que aparenta estar dependente da bênção do Santo Padre para retirar dois feriados, lamento que dele não tenha dependido para retirar subsídios, ou aumentar impostos, ou adquirir frotas de automóveis de luxo… numa lista quase interminável, apenas limitada pelo factor tempo, numa crónica que se quer curta.  
Num espírito construtivo, e sempre numa óptica de o querer servir, por favor retire o 25 de Abril, até porque a data perdeu todo o seu significado, agradecendo de antemão todo o apoio e sentido de dever dos Senhores políticos.
Para aqueles que ainda não o sabem, a Liberdade e a Democracia estão mortas e enterradas.
Não podemos, igualmente, deixar agradecer ao Senhor Vítor Gaspar, pela fé depositada nos portugueses, que querem continuar a ajudar o seu País, pelo que nunca é demais reforçar a seguinte ideia:
- Os poucos que ainda têm trabalho, estão dispostos a fazer muito mais, e por muito menos, dado só assim ser possível atingir a produtividade plena.
Aos portugueses, uma palavra de esperança, sendo que há muito trabalho em oferta, pelo salário mínimo, e em mercados paralelos onde não se paga impostos.
Aos portugueses, uma palavra de esperança, mas que ao mesmo tempo apela a uma consciencialização:
- O tempo da casa de família acabou, e é altura de começarem a visualizar o arrendamento, podendo muito facilmente pais e filhos viverem num só quarto, assim como é altura de o dividir com três ou quatro estranhos, sabendo que, se necessitar de mais espaço, pode não haver pontes suficientes…
Aos portugueses, uma palavra de optimismo, já que isto jamais vai melhorar.
Tenham um óptimo fim-de-semana…

segunda-feira, 16 de abril de 2012

"Uma Imagem por um texto": Acácia Rubra




- Está uma manhã bonita, não está? – Observou Pedro, enquanto prepara a mesa para o pequeno almoço   Nestes dias, o trabalho com o jardim compensa sempre…
Joana sorri – sim, o meu trabalho compensa sempre…
Pedro responde com um sorriso cúmplice.
O sol da manhã atravessa o pequeno jardim, ilumina-o e dá-lhe um conforto que lhes é afeito. A tradição de tomar o pequeno-almoço "fora de portas", existia desde sempre.
Os sons da natureza, qual orquestra afinada, em tons ligeiros, belos e relaxantes, é a banda sonora de um espaço verde, colorido e repleto de cheiros familiares.
Um miúdo de sorriso bem traquinas, atravessa a cozinha e corre para junto do pai. Pára, ao observar um pequeno exercito de formigas a encobrir uma abelha morta.
- Pai, pai – grita com tristeza na voz.

- Jorge, como sabes, na natureza, nada se perde, tudo se transforma, como por magia, qual milagre, não há desperdícios, apenas formas de vida a gerar e sustentar outras, numa constante renovação.
Recordo-me - continua, pausa na voz, uma voz quente e jovem - Eu teria pouco mais do que a tua idade e os teus avós levaram-me a passear no campo. Na memória ficou uma bela imagem de cogumelos, quais frutos, a sair de um resto de tronco. O avô chamou-lhes parasitas necrófagos, seres que se alimentam da desgraça alheia, sem ter que lutar ou revelar grande esforço…

- Como a fábula da cigarra e da formiga?
- Exactamente como a fábula…
- Recordo-me da avó sorrir, fazer uma careta, para logo de seguida referir que a grandeza está no aproveitamento de recursos. Um tubarão que se alimenta de restos da carcaça de uma baleia já morta, assim como os microorganismos que acabam por a consumir, que aniquilam a putrefacção e acabam por representar pequenos “ecopontos” vivos da mãe natureza.
- Como quando vamos ao vidrão?
- De certa forma, sim. Não te sei dizer se os cogumelos, que se instalaram nos restos do que em tempos tinha sido uma árvore, e dela se alimentavam, seriam, ou não, comestíveis… mas independentemente disso, uma forma de vida já extinta, permitiu o surgimento de outra e a sua subsistência…
- Mas não tens pena da abelhinha?
- Se tivesse viva, teria, mas sabes, a natureza, por vezes, aos nossos olhos, até pode parecer cruel… mas todos os seres servem, por vezes mesmo sem o saber, um propósito superior, e a vida é feita disso mesmo... de pequenos milagres.
- Pai, levas-me ao campo?

Imagem escolhida por Acácia Rubra, do blogue Rubra Acácia.

domingo, 15 de abril de 2012

Beethoven




Ontem à noite, tive o prazer de ser “desviado” até á sempre bela vila de Sesimbra e apreciar uma conferência/concerto sob o tema “Beethoven no seu Tempo”, conduzida por Carlos Otero, um grande Senhor, intervenção, essa, acompanhada por Paulo Oliveira ao piano.
Mesmo perante o esforço da organização, que colocou bilhetes a 3 euros, o Cineteatro Municipal João Mota, em Sesimbra, encontrou-se quase vazio.
Quem se predispôs a assistir à conferência/concerto, foi presenteado com a proximidade a Carlos Otero e a Paulo Oliveira.
Uma noite despretensiosa e destinada a fazer “acordar” para a música. Gostei bastante e aplaudo a iniciativa, que muito certamente teria merecido casa cheia.
Como não encontrei no youtube vídeo de Paulo Oliveira a interpretar Beethoven, deixo-vos com João Bettencourt .
Bom Domingo


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Férias em “Part-Time” (*): Adaptação, evolução… e vida de cão...



O ser humano tem a capacidade singular de se adaptar e evoluir perante a adversidade.

Nesta nova rubrica, “Sol, Mar… e um pouco mais”, espera poder servir de guia e, de certa forma, explanar-lhe todo um novo universo de potencialidades para que, mesmo em tempos de crise, não deixe de “viver”.

Assim, “desvendando”, sempre em “primeira mão”, alguns dos novos produtos disponíveis no mercado, vamos revelar a parceria celebrada entre a Troika e o IKEA.

Explicado fica, o facto da grande maioria dos portugueses estar a ficar depenada. Fruto dessas mesmas medidas, o IKEA já informou ter, em armazém, matéria-prima para o fabrico de edredons (penas), não sendo de esperar ruturas de stock…

Já o investimento português, este, tem sido direcionado para o turismo, daí podermos neste momento revelar a nova série de produtos, por si só ímpares, atrativos e em especial, muito low cost…
Em destaque, aqui, no “Sol, Mar… e um pouco mais”, a nova Agencia de viagens, Merkel & Coelho, Lda., que oferece serviços de turismo inovadores, como o viajar em Lisboa by foot, de preferência descalços e já com a refeição na mochila.

Pode, ainda, numa opção um pouco mais dispendiosa, atravessar Lisboa de lés a lés, utilizando o Metro, ou o autocarro da Carris.

Nesta primeira edição, procuramos, ainda, o (a) ajudar, sempre com sugestões de grande utilidade.
Desde logo, recuse o consumismo e substitua os já antiquados postais, por um e-mail, adicionando-lhe uma fotografia captada por telemóvel.

Nessa mesma sequência, recuse a compra de souvenires, e uma vez mais, via correio eletrónico, envie mensagem a todos os seus amigos para consigo observarem as 10.001 imagens “imortalizadas” durante as férias.

Sossegue… calma… garanto-lhe que nenhum aparece, com a mais-valia do retorno de e-mails de agradecimento, sem o inconveniente de qualquer despesa adicional.
Pode, ainda, no final do passeio aproveitar o rio Tejo, junto á praia fluvial do Terreiro do Paço e lavar os pés.

Para a semana cá o (a) esperamos com o tema “Part-time”.

 (*) Produtos apenas disponíveis para gregos, portugueses, irlandeses, espanhóis e italianos.