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quinta-feira, 11 de abril de 2013

“não se consegue refazer um país a partir das cinzas”

Ontem à noite, Manuela Ferreira Leite, acusou o Governo de estar a dramatizar e a teatralizar sobre a decisão do Tribunal constitucional (Jornal o Público).
Não é o segredo mais bem guardado que a ex líder do PSD não perfilha da política instituída pelo atual executivo. Já antes, Manuela Ferreira Leite tinha alertado para o facto da Troika e o Governo não terem tido em consideração a situação gravosa de endividamento em que as famílias portuguesas se encontravam, uma das razões para alguma razoabilidade nas medidas de austeridade a tomar.
Se por um lado representa a fragmentação que existe hoje dentro do PSD, representa igualmente que a Democracia e a liberdade de expressão ainda não morreram.
Assim, enquanto “desancou” na insistência pelas políticas de austeridade, a também antiga Ministra das Finanças, voltou a alertar para a situação precária em que já se encontram parte das famílias portuguesas, mostrando-se consciente que a fome voltou a Portugal.
“O Partido Social Democrata sempre colocou em primeiro lugar o primado da pessoa.”, disse a dado ponto, mas eu tenho de a corrigir para “colocava”, ainda assim, valeu a pena ver alguém dentro do Partido Social Democrata a reconhecer que o Governo escolheu assustar os portugueses, que não é mais do que uma forma de assédio moral e de certa forma, a maneira encontrada para justificarem e executarem uma política onde tudo vale e onde um português não é mais do que um contribuinte a quem tudo é exigido, mas a quem já nada é salvaguardado.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Já chega...

O Tribunal Constitucional tem obrigatoriamente de entender que, pelo menos enquanto este Governo estiver em funções, se deve isentar de qualquer conflito e aceitar toda e qualquer medida do executivo por mais inconstitucional que lhe pareça.
Não, não estou a ser irónico… Portugal é conduzido por pessoas que perante barreiras ou impedimentos não hesitam em vingarem-se no povo português.
Ora vejamos, no ano passado, os trabalhadores do sector empresarial do Estado ficaram sem o subsídio de natal e o subsídio de férias, e isso bastava ao Governo de Portugal. Tal receita extraordinária era suficiente para que o executivo não sentisse necessidade de proceder a novas medidas de austeridade.
Quando os juízes do Tribunal Constitucional se acharam no direito de considerar tais medidas inconstitucionais por violarem designadamente os princípios da igualdade e proporcionalidade entre trabalhadores públicos e privados, abriram nada mais nada menos que a caixa de pandora.
Em consequência do acórdão do Tribunal, para o ano de 2013, ao Governo já não bastou reter ambos os subsídios dos trabalhadores do sector empresarial do Estado (medidas que se traduzem na subtração de ambos os subsídios, retenção do subsídio de férias e o de natal pago por duodécimos mas consumido pelo aumento da taxa de IRS e pelos novos escalões), como também passou a sentir necessidade de reter o subsídio de natal aos trabalhadores privados pela via dos duodécimos consumidos pelo aumento da taxa de IRS e pelos novos escalões…
Pura vingança ou pura incapacidade para exercer funções?
Este ano, uma vez mais, o Tribunal Constitucional achou que ainda existe Constituição, que ainda existe separação de poderes, que ainda existem direitos… francamente, que prepotência, quem pensam os juízes que são???
Amigos, é o efeito da “bola de neve”, Vitor Gaspar já realizou o seu “golpe de Estado” e mandou parar com toda e qualquer despesa e o Primeiro Ministro de Portugal, mas aparentemente não dos portugueses, já refere despedimentos e mais cortes em todas as áreas que representam toda uma evolução e que nos separavam dos países do terceiro mundo.
Antes, Portugal já defendia a saída do País para todos aqueles que se encontram desempregados…
Agora, passou a ter uma única visão:
Se não tens rendimentos para pagar impostos, não nos és útil e não contes com a nossa solidariedade enquanto País, não temos qualquer intenção de te ajudar a sobreviver ou a voltar para um mercado de trabalho que ajudamos a destruir.
E, se voltares algum dia a trabalhar, quem sabe nessa altura Portugal já seja um País competitivo e por essa mesma razão não esperes por um salário acima dos 200 ou 300 euros.
E pensar eu que levámos tantos anos para tentar acabar com a miséria, com os bairros clandestinos, com os inexistentes índices de escolaridade, com a falta de esperança por um futuro digno