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quinta-feira, 11 de abril de 2013

“não se consegue refazer um país a partir das cinzas”

Ontem à noite, Manuela Ferreira Leite, acusou o Governo de estar a dramatizar e a teatralizar sobre a decisão do Tribunal constitucional (Jornal o Público).
Não é o segredo mais bem guardado que a ex líder do PSD não perfilha da política instituída pelo atual executivo. Já antes, Manuela Ferreira Leite tinha alertado para o facto da Troika e o Governo não terem tido em consideração a situação gravosa de endividamento em que as famílias portuguesas se encontravam, uma das razões para alguma razoabilidade nas medidas de austeridade a tomar.
Se por um lado representa a fragmentação que existe hoje dentro do PSD, representa igualmente que a Democracia e a liberdade de expressão ainda não morreram.
Assim, enquanto “desancou” na insistência pelas políticas de austeridade, a também antiga Ministra das Finanças, voltou a alertar para a situação precária em que já se encontram parte das famílias portuguesas, mostrando-se consciente que a fome voltou a Portugal.
“O Partido Social Democrata sempre colocou em primeiro lugar o primado da pessoa.”, disse a dado ponto, mas eu tenho de a corrigir para “colocava”, ainda assim, valeu a pena ver alguém dentro do Partido Social Democrata a reconhecer que o Governo escolheu assustar os portugueses, que não é mais do que uma forma de assédio moral e de certa forma, a maneira encontrada para justificarem e executarem uma política onde tudo vale e onde um português não é mais do que um contribuinte a quem tudo é exigido, mas a quem já nada é salvaguardado.

sábado, 21 de abril de 2012

Crónicas de Sábado à Noite




Após a celebração da Páscoa, em regresso “energético”, as “Crónicas de Sábado á noite”, aceitam a missão de tentar auxiliar o Governo no seu duro labor.
Assim, Senhor Primeiro Ministro, já que aparenta estar dependente da bênção do Santo Padre para retirar dois feriados, lamento que dele não tenha dependido para retirar subsídios, ou aumentar impostos, ou adquirir frotas de automóveis de luxo… numa lista quase interminável, apenas limitada pelo factor tempo, numa crónica que se quer curta.  
Num espírito construtivo, e sempre numa óptica de o querer servir, por favor retire o 25 de Abril, até porque a data perdeu todo o seu significado, agradecendo de antemão todo o apoio e sentido de dever dos Senhores políticos.
Para aqueles que ainda não o sabem, a Liberdade e a Democracia estão mortas e enterradas.
Não podemos, igualmente, deixar agradecer ao Senhor Vítor Gaspar, pela fé depositada nos portugueses, que querem continuar a ajudar o seu País, pelo que nunca é demais reforçar a seguinte ideia:
- Os poucos que ainda têm trabalho, estão dispostos a fazer muito mais, e por muito menos, dado só assim ser possível atingir a produtividade plena.
Aos portugueses, uma palavra de esperança, sendo que há muito trabalho em oferta, pelo salário mínimo, e em mercados paralelos onde não se paga impostos.
Aos portugueses, uma palavra de esperança, mas que ao mesmo tempo apela a uma consciencialização:
- O tempo da casa de família acabou, e é altura de começarem a visualizar o arrendamento, podendo muito facilmente pais e filhos viverem num só quarto, assim como é altura de o dividir com três ou quatro estranhos, sabendo que, se necessitar de mais espaço, pode não haver pontes suficientes…
Aos portugueses, uma palavra de optimismo, já que isto jamais vai melhorar.
Tenham um óptimo fim-de-semana…