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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Um pouco menos...

Um retorno de quem não consegue ficar demasiado tempo “fora dos textos”… um regresso que representa igualmente um fim de verão que se apresenta e trará consigo “um pouco menos… de sol e um pouco menos de mar”…
Os objetivos, esses, continuam imutáveis, o gosto pela escrita, a tentativa de a melhorar numa contínua aprendizagem de um passatempo que em doses certas me parece bastante saudável.
Desde o último texto, não será fácil encontrar períodos “luminosos”, ainda assim, há que encarar a adversidade como um desafio e uma oportunidade de continuarmos a resistir, a nos suplantar… uma oportunidade para fazer melhor, apostar na formação, e sobretudo, uma oportunidade para não incorrer em erros crassos, como fecharmo-nos em nós mesmos e entrar em becos sem saída.
Amanhã, sábado, o regresso das Crónicas de Sábado à Noite, num retorno que procuro ligeiro e gradual, daí poderem esperar a publicação de alguns contos antigos, de blogues passados, mas que grande parte de vós não teve oportunidade de ler.
Com um grande prazer por vos rever, deixo os votos de um ótimo fim de semana.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Palavras Dispersas: Quanto vale uma Alma?



Na passada Segunda-feira, Eva Gonçalves, grande amiga, publicou o conto “Uma visita à casa de penhores”. Um texto actual e pleno de significado.
No ar, Eva deixa a seguinte questão:
- “Quanto vale uma alma?”
Algumas, por opção própria, valem certamente muito pouco… Sua alienação advém da ganância, do egoísmo, de tudo o que é desmesurado, atroz e cruel.
O protagonista do texto da Eva, Zé, irreflectidamente a vende, de imediato se arrepende, e quando a vida lhe permite consertar o erro, está disposto a tudo dar para recuperar o que de mais valioso possuía.
Perante tal cenário, o Diabo, it self, predispõe-se a pagar, ao dono da loja de penhores, o dobro de tudo o que o Zé poderia oferecer…
Uma vez mais:
- “Quanto vale a alma do Zé?”
Apenas posso dizer, que vale bem mais do que a sua vida sem ela…
Identidade, essência, luz, personalidade, caracter, dignidade e solidez de toda uma existência.
O simbolismo por detrás do texto, perturba e reflecte a dura realidade dos nossos dias, ciente de poder ser tão-só uma questão de sobrevivência.
O poder escraviza quem dele depende.
O poder avassala quem dele mais necessita.
- “Quanto vale uma alma?”
Inalienável, irrenunciável, sem preço.
Oferecido o raciocínio, Vítor Gaspar que faça o favor de fazer as contas…

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Palavras Dispersas: “Não há noites sem estrelas, nem dias sem sol”



A vida, puzzle virtuoso e demoníaco, é construída de momentos, fases brilhantes, transparentes, obscuras ou por “escurecer”…
Bem sei que, nem todo o céu azul é bonança e nem todo o dia de nevoeiro faz surgir D. Sebastião, mas, ainda assim, não há noites sem estrelas nem dias sem sol…
É claro que existem momentos de puro desespero, momentos em que mal sabemos quem somos, para onde vamos ou queremos ir. Tudo é turvo e não existem escolhas ou poder de decisão. Tudo é mau e o mundo está contra nós numa conspiração sem igual, e nada, mesmo nada, corre como devia.
Já sem força para combater tamanha adversidade, calçamos as pantufas, deixamo-nos afundar no sofá, no conforto do cobertor, parece inverno e lá fora faz frio.
Pessoalmente, desespero pelo que não posso controlar, pelo que posso sentir, mas cuja impotência não me permite resolver.
Pode até parecer uma receita simplista, inútil ou inocente, mas o poder do pensamento positivo faz, de facto, pequenos milagres. Não resolve o problema, não o faz desaparecer, mas minimiza todas aquelas outras situações que normalmente nos fazem pesar sem serem meritórias.
Azeite e água, noite e dia, o sol e a lua… se escutarmos com atenção a voz da razão teremos a noção de que há batalhas que não devem ser travadas, pelo ridículo da falta de gravidade, outras que não podem ser vencidas, simplesmente por não estar nas nossas mãos e por fim aquelas que podem e devem ser ganhas e que nos ajudam a crescer.
Se adquirirmos a capacidade de nos livrarmos dos pesos inúteis, seremos com toda a certeza mais fortes para compreender, aprender com a dor e a ultrapassar. Existem dificuldades inultrapassáveis sem dor, mas se nos conhecermos a nós mesmos aprendemos a saber o que é que nos faz sorrir, levantar nas manhãs frias de Inverno e ir trabalhar. Existem dores que não podemos minimizar e feridas que demoram a sarar, mas todas as dores da alma podem ser tratadas, apenas temos que as saber “digerir” de forma a as deixarmos de reviver.
A felicidade?
Está nas pequenas coisas, Garanto
Boa Segunda-feira.