segunda-feira, 8 de abril de 2013

Privatizar a torto e a direito

Ao que parece a “moda” das privatizações/concessões, mesmo se a empresas em processo de insolvência , veio mesmo para ficar.
A medida até tem contornos populistas e nada melhor para cair nas boas graças do povo, até porque a sua generalidade trabalha no privado por um valor não muito superior a € 500,00 mês, 8 ou mais horas por dia e como tal vê com gosto a queda dos funcionários públicos que não trabalham e acabam por auferir salários pouco competitivos.
É bem verdade que o Estado é o responsável pelo défice excessivo, mas é igualmente verdade que só se pode culpar a si mesmo, ao existir um cargo de chefia por cada dois funcionários, ao ter um número excessivo de carros topo de gama, as inúmeras viagens, almoços, estudos de estudos, realizar obras no pavimento para trinta dias para depois estar a tratar dos canos ou dos esgotos…
Mas…
Alguém acredita que se os CTT forem privatizados, as terras mais isoladas vão manter os atuais serviços? Privatizar a TPA que funciona como bandeira e já deu provas de poder ser bem gerida?
Privatizar/concessionar os transportes públicos quando o Estado ao longo dos últimos anos obrigou ao investimento de milhões em novas estações/terminais, tecnologias, renovação de frotas, valores responsáveis maioritariamente pela dívida… Para quê? Redução ainda maior das carreiras, aumento dos preços e permitir lucro a terceiros quando os grandes investimentos já foram feitos pelos contribuintes?
Custos com a justiça? Mais do que o custo do salário do Juiz está o arrendamento do campus de justiça!!
Redução ao nível da saúde? É verdade os portugueses vivem acima das suas possibilidades… e a lógica do Governo parece bastante simples:
Se não tem dinheiro para viver é porque o que ganha não lhe permite pagar impostos, logo amigo, a sua vida é francamente dispensável até porque só nos dá despesa…

2 comentários:

  1. "ao existir um cargo de chefia por cada dois funcionários, ao ter um número excessivo de carros topo de gama, as inúmeras viagens, almoços, estudos de estudos, realizar obras no pavimento para trinta dias para depois estar a tratar dos canos ou dos esgotos"

    E o que é mais curioso é ver toda a gente a sacudir a água do capote.
    Parece que tudo isso é fruto de geração espontânea.

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  2. Não Pedro... tudo isto é culpa dos portugueses por viverem acimas das suas possibilidades...
    Abraço

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