sábado, 13 de abril de 2013

Facebookolicos Anónimos - Um Ano Depois...

Um ano após o meu texto dos “Facebookólicos Anónimos”, a minha opinião a respeito do facebook permanece inalterada.
Sempre pensei tratar-se de uma “moda”, passageira por natureza… my mistake.
Talvez pela ausência de competição à altura ou pela presença de uma estratégia bem delineada, a verdade é que o facebook continua a demonstrar uma popularidade e longevidade impressionantes.
É claro que reconheço ser uma forma de manter contacto com amigos/família que a vida ou a distância acabou por afastar, mas se isso aconteceu a culpa será mais nossa do que verdadeiro mérito do facebook… antes desta nova “era” já existiam contactos e se houve um afastamento tão acentuado pouco provável será que ainda subsista grande vínculo a nos ligar a essas mesmas pessoas…
Ainda assim é uma opção válida como muitas outras, telefone, carta, fax, email, skype, msn, entre outras.
Nesse mesmo sentido, para quem gosta de jogos online, é bem verdade que o face acabará por ser atrativo pela possibilidade de interagir com amigos e familiares.
Existem ainda aqueles que colecionam pessoas e como tal têm mais de mil “amigos” que não conhecem e sobre quem não sabem rigorosamente nada…
E nem sequer quero avançar muito no síndroma “meu querido diário”:
- “Almocei frango com batatas”, imagem do frango com batatas; trinta minutos depois, “entrei na pastelaria e comprei um pastel de nata, não comprei de belém porque a pastelaria era na baixa e não em belém”, imagem do pastel de natal; e por aí adiante…
No passado como vícios havia o tabaco, a droga, o álcool, o jogo… hoje existe também o facebook. Menos perigoso, dirão alguns…
Sim, se considerarem passar toda uma existência atrás de um computador ou colado ao telemóvel (para os que têm internet) e não aproveitarem tudo o que a vida tem para oferecer.
Até podemos fazer tudo isso, mas não se esqueçam de viver… o contacto, o ver a pessoa, o tomar um café, o ouvir a voz, o olhar e o sorriso… e encontrar mais razões para sair de casa… apanhar sol, “ar”, “vento”, mesmo chuva… algo que já se pode fazer em simultâneo para quem tem telemóveis de última geração… dirão alguns… (risos) e por essa mesma razão estão quatro amigos num bar, sem trocar palavras, cada um com a sua máquina infernal… ou melhor ainda, um casal nessa mesma situação… namorar no novo milénio dirão outros...
Não tenho absolutamente nada contra o facebook, que tem opções para todos os gostos, é uma ferramenta como qualquer outra, e até talvez uma forma de combater a solidão para muitas pessoas, mas…
Parece-me apenas que já não se sabe viver de outra forma e se perdem muitas das boas experiências que a vida tem para nos oferecer…
Bom fim de semana.

5 comentários:

  1. Posso assinar por baixo, posso?...Então , já assinei, rrss

    Além disso, partilhei no dito.

    Bom fim de semana

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  2. Se for utilizado por puro gozo até é engraçado.
    E inofensivo.
    Boa semana!!

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  3. Eu, pecadora, me confesso: sou fã do facebook! Mas há vida para além da internet . :-)

    Beijinho

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  4. Tb acreditei que fosse algo passageiro mas, infelizmente, enganei-me (:-

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  5. Ola Sam, como estás? Lembras-te de mim?
    Há muito que não vinha cá, há muito que me fui deixando da vida virtual, pelo que percebo muito bem o teu ponto de vista sobre o facebook, e até o subscrevo em parte. Digo em parte, porque continuo a acreditar que o mal não está na ferramenta mas em quem a usa, em quem deixa de ter vida própria para não ter vida nenhuma ou, em quem é tão oco e fútil que só consegue interagir com seres iguais através de teclas e de um monitor. É tão bom ter conversas olhos nos olhos, ver e sentir a reacção das pessoas com o que dizemos, vê-las a concordar ou a discordar do nosso ponto de vista, a discutir, a dar umas boas risadas...continuo a acreditar que a vida é muito mais apetecível quando é vivida com os nossos semelhantes do que com máquinas, apesar de achar que em certos casos elas até são uma mais valia para a nossa vida moderna actual, contínuo a preferir a simplicidade da vida, vivida apenas com o essencial. Um grande beijinho

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